segunda-feira, 21 de setembro de 2009

All my loving


Escuto a mesma musica cem vezes.
Às vezes...
Como se algo de surpreendente acontecesse
A cada instante que ela toca.

Leio as mesmas frases cem vezes.
Às vezes...
Como se o sentido ali inerte expressasse
O mundo a minha volta.

Toco as mesmas musicas cem vezes
Às vezes...
Porque não sei tocar as outras
E gosto mesmo dessas que sei.

As pessoas passam
Olham
Sorriem
Muitas vezes nem reparam

Mas quando a musica se repete eu entendo
Que a lembrança é que vicia o desejo em mim desperto
A escutar tudo de novo.

Mesmo que a lembrança seja triste e provisória
A ilusão é doce e vale a pena ser vivida

Prefiro viver cem vezes.
Que viver uma vez na vida.

Cometo os mesmos erros às vezes
Cem vezes...
Dez jeitos diferentes
E sem arrependimentos.

Mas quem sabe um dia eu acerto.

As quatro ruas

Porto Ferreira, 25 de setembro de 1998

Segunda Série, Nome: Iuri

Zé Matuta e as quatro ruas.

Tinha um bairro que tinha quatro ruas.
Lá mora um homem chamado Zé Matuta, um violinista chamado João, um lixeiro chamado Pedro.
Todos eram amigos.
Um dia uma rua ficou bloqueada.
Ele foi pela terceira rua encontrou Matuta, ele disse:
- A rua está bloqueada com um caminhão.
De repente apareceu João de moto e disse.
- Todas as quatro ruas estão bloqueadas.
- E agora?
-Vamos chamar o lixeiro.
- Lixeirooo!
O lixeiro veio e disse.
O que amigos?
Eles disseram:
- Você sabe um atalho sem ser as quatro ruas?
- Claro!
Eles foram para um beco sem saída.
O lixeiro disse:
- Aqui está.
Os amigos disseram:
- Eu só vejo uma lata de lixo.
O lixeiro disse.
- Esperem um pouco.
Ele cuspiu nas duas mãos e levantou a lata de lixo, e la atrás tinha uma saída e eles foram para o outro bairro.
E eles trabalharam para sempre.